Antes de subir o feed, a equipe precisa decidir o que é a oferta: uma caixa industrial com quatro unidades, um agrupamento de três caixas feito pelo lojista ou um multipack de fábrica. Essa escolha muda o atributo que descreve o produto e a forma como o preço por unidade é apresentado. A decisão concreta é separar três camadas — unidade industrial, agrupamento do lojista e preço por unidade — e só então preencher os campos do catálogo. O exemplo abaixo é hipotético e serve para abrir a conta, não para prever resultado.
Unidade industrial: o que o fabricante define
A unidade industrial é o produto como sai da fábrica. Uma caixa com quatro canetas é um item definido pelo fabricante; o valor 4 descreve as unidades internas, não um multipack criado pelo lojista. O Google orienta que o atributo multipack não deve ser usado para multipacks definidos pelo fabricante; nesse caso, a recomendação é usar a medida de preço por unidade se o número de unidades for relevante. A distinção evita que a mesma caixa seja tratada como agrupamento comercial.
O mecanismo é simples: o campo multipack indica quantos produtos idênticos o lojista agrupou para venda. Se a caixa de quatro canetas já vem fechada pelo fabricante, o lojista não a agrupou; ele apenas a revende. Usar o campo multipack nesse caso descreve errado a oferta e pode confundir a comparação com outros anúncios. A alternativa é informar a medida de preço por unidade, que permite ao comprador entender o custo por caneta. O limite é que nem todo produto tem unidade de medida clara; nesses casos, a descrição textual da embalagem precisa assumir o papel.
Agrupamento do lojista: quando três caixas viram um multipack
Quando o lojista junta três caixas de quatro canetas para vender como uma oferta única, ele cria um multipack. O valor a informar é 3 — o número de caixas agrupadas —, não 12. O Google exemplifica que três pacotes de canetas agrupados formam um multipack de 3, e esse valor deve ser usado no atributo. A orientação é que o multipack se aplica apenas a agrupamentos definidos pelo lojista, não a embalagens de fábrica.
O exemplo hipotético: uma marca de material escolar quer vender um kit com três caixas de quatro canetas coloridas. Se o lojista monta o kit, o campo multipack recebe 3. Se, em vez disso, o fabricante já vende a caixa com quatro unidades e o lojista apenas a revende, o campo multipack não deve ser usado; a medida de preço por unidade entra se o número de canetas for útil. A decisão depende de quem agrupou. O critério reproduzível é perguntar: a oferta existe sem a intervenção do lojista? Se sim, é unidade industrial; se não, é agrupamento do lojista. A conclusão não vale quando o lojista revende a caixa de fábrica sem alterá-la.
Preço por unidade: a camada que compara ofertas diferentes
A medida de preço por unidade define a quantidade e a dimensão do produto para que o comprador entenda o custo exato por unidade. O Google recomenda esse atributo quando o cliente pode se interessar pelo preço por unidade e o produto se enquadra em categorias como peso, volume ou comprimento. O mecanismo é separar o preço total da oferta do preço de referência por unidade, o que permite comparar uma caixa de quatro canetas com um pacote de doze, por exemplo.
No exemplo hipotético, se o kit de três caixas de quatro canetas custa 60 reais, o preço por caneta é 5 reais. Se o lojista informa apenas o preço total, o comprador não vê essa relação. A medida de preço por unidade não substitui o multipack; ela acrescenta a dimensão de comparação. O limite é que a medida exige unidade e valor claros; produtos sem unidade padronizada, como kits mistos, podem não se beneficiar do campo. A orientação do Google é usar a medida quando o preço por unidade for relevante para o cliente, não como regra universal.
Quando a separação não se aplica
A separação entre unidade industrial, agrupamento do lojista e preço por unidade não resolve todos os casos. Se o lojista vende uma caixa de fábrica sem alterá-la, o multipack não entra; se o produto não tem unidade de medida clara, a medida de preço por unidade pode não ser útil. O critério reproduzível é verificar quem agrupou e se há unidade comparável. A conclusão não vale para ofertas em que a embalagem é o próprio produto, como edições colecionáveis, em que a descrição textual é mais importante que os campos padronizados.
A decisão concreta para gestores é documentar, para cada oferta, a origem do agrupamento e a unidade de referência. Isso evita que três caixas com quatro unidades sejam descritas como quatro multipacks. A atribuição das orientações do Google é feita no texto: o multipack se aplica a agrupamentos do lojista e a medida de preço por unidade define a dimensão do produto. O exemplo e as recomendações são análise editorial, não conclusões estatísticas das fontes.
Fontes
Para aprofundar
- Kit de três peças: como separar itens e pedido para medir a campanha sem somar o que não se soma
- Preço de catálogo, landing page e feed: como conferir a mesma variante antes de lançar a campanha
Sinal / Consumo & Inteligência. Texto produzido com auxílio de IA e revisão editorial automatizada.